domingo, 21 de julho de 2013

Medicar...sim ou não?

Logo na primeira consulta, depois de assistir ao comportamento do João e de eu lhe revelar que ele evidenciava alguma (muita) energia, insónias e falta de concentração, a medica achou por bem começar a medicá-lo.

Receitou então o Risperidona 1 mg (3x dia, um quarto do comprimido) e o Rubifen 10 mg (1 comprimido dia, dado de manhã).
Se ele acalmou? Sim acalmou um pouco mas continua  a irritar-se quando tem de se irritar, continua com os seus tiques e também dorme um pouco melhor mas ainda continua numa grande agitação e adormece com alguma dificuldade.
Todos os dias me encontro no entanto com um dilema:
-Devo ou não medicá-lo?
-Estarei eu a fazer o correcto?
-Irá ele tornar-se dependente deles para toda a vida?
-Não haverá outras formas de o ajudar?
Quem me puder ajudar neste dilema agradeço imenso pois é caso para dizer:
conselhos precisam-se!

5 comentários:

  1. Olá Mariana!
    Não tenho nenhum familiar ou amigo próximo a quem lhe tenha sido diagnosticado autismo, mas tenho alguma curiosidade sobre o assunto e costumo ler "aqui e ali" testemunhos e diferentes formas de encarar esta doença! Uma pessoa que me tem chamado a atenção, ao longo dos anos, na sua postura e participação activa no que diz respeito a este assunto é a Jenny McCarthy que, também ela, tem um filho com autismo.
    Não sei se já leste ou visitaste o site dela, mas vale sempre a pena espreitar :) http://www.generationrescue.org/
    Um beijinho grande e muita força nesta batalha diária!

    Sónia Torres

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  2. Olá mariana!
    Nós começámos a medicar o nosso filho com resperidona e tb com o Rubifene, quando fez 4 anos... aos 7 anos já tomava 3mg... demorámos 9 meses a retirá-lo, 0,1ml de 15 em 15 dias e contra parecer do médico ( mudámos entretanto de médico..) e já está desde Agosto do ano passado sem a Risperidona e francamente fico sem saber porque a tomava...começou a tomar aos 4 anos porque nos queixavmos que ele tinha muitos problemas de sono ( dormia poucas horas e com dificuldade em adormece, chegava a dormir 4 horas e ficava ok, nós é que estavamos a ficar doidos) e aos 7 anos já estava com 3ml, pq cada vez que ia ao médico aumentava a dose...

    Segundo o médico era importante para a concentração e para estar mais atento…mesmo assim continuava de vez em quando a dar más noites… nós achávamos que era o normal para estes miúdos, embora ler a bula fosse assustador… é um antipsicótico que se dá por exemplo em casos de esquizófrenia…e eu pensava muitas vezes , que consequências traria uma tomada prolongada ao meu filho tão pequeno…
    Em 2011 fiz a formação SONRISE e foi um período fantástico para também conversar com muitos outros pais e deu para perceber ,que muitos não davam e que outros estavam a reduzir … e que 3ml era uma dose enorme… decidida a diminuir, falei com o médico que não concordou ,mas mesmo assim fomos reduzindo como disse em cima…
    Uma das coisas que nos apercebemos qd tomava a Risperidona foi que passou a comer quase compulsivamente e a aumentar de peso tb…

    Quando comecámos a reduzir, não dissemos nada na escola e também não houve queixas, só este ano em Setembro é que dissemos e agora falam em “apatia”…nós em casa sentimo-lo mais “ele”, sem agressividade, dorme desde que começou a tomar o Melamil ( tb receita de pais que estavam no SONRISE) às vezes acorda muito cedo ,mas isso já acontecia com a Risperidona e ainda hoje ,me interrogo para que a tomava? Não o vejo mais agitado, nem menos concentrado e parece-me muito mais presente…passou a ter um sorriso muito mais intencional…
    Psicológicamente foi difícil para nós pais retirar os últimos 0,3ml…só pensava… e agora? O que estamos a fazer? Mas com ajuda do novo médico e o incentivo de amigas, que sempre nos apoiaram, fizemo-lo e ainda bem!!!! Hoje sé me interrogo, para quê o tomava??? Em Dezembro decidimos fazer uma pausa no Rubifene ( com o apoio do médico) e quando começou a escola experimentámos, ( uma vez mais sem dizer nada às professoras) não lhe darmos...em Fevereiro a professora diz-nos que ele nunca esteve tão bem, se tinhamos alterado a medicação!!! Resultado: não voltámos a dar...na avaliação final deste ano (está na escola há 3 anos) tanto as professoras como os terapeutas acharam que tinha dado um salto enorme,nestes ultimos 6 meses tinha aprendido mais do que em 3 anos...!!! Será pela ausencia da medicação, ou uma série de factores associados? muito Sonrise, uma sala de EE mais sossegada, ele a crescer...pode ser tudo isto...mas dificilmente voltaremos à medicação...hoje temos um filho muito mais presente! Sem duvida!!
    No entanto percebo que há situações em que a medicação é mesmo necessária...escolha dificil!!!

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  3. Lamento não poder ajudar, a minha não toma nenhuma medicação-

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  4. meu filho tem 4 anos também, é iper agitado, ainda usa fraldas e é uma criança de poucos amigos... qdo menor ele tinha febre quando entrava em contato com outras crianças. Hoje, depois de um ano e meio de tratamento, tomando remedio, vejo que ele evoluiu muito, mas ainda assim tem muitas crises

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  5. meu filho tb tem 4 anos e o caso deles se parece muito. Ele é hiper agitado, ainda usa fraldas, fala mas poucos entendem o que ele diz. Ele faz acompanhamento a 1 ano e meio, toma risperidona e evoluiu bastante. Mas se sair com ele pra lugares publicos ele fica mal, chora, principalmente se for um lugar com luzes.

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Toda a ajuda e feedback são bem vindos por isso, obrigada pelo carinho e comentário.